Criatividade

O MALABARISMO DAS EMOÇÕES

Evitar os excessos emocionais, e os prejuízos que podem trazer, talvez seja um desafio tão antigo quanto a presença do homem sobre a Terra.

Afinal, por um lado a emoção, definida pelo dicionário Houaiss como “agitação de sentimentos”  nos protege de riscos (no caso do medo), estabelece limites e nos confere forças para nos defendermos (em momentos de raiva) ou nos aproxima de diferentes grupos (se pensarmos na empatia ou paixão). Por outro lado, pode nos colocar em situações difíceis que paralisam ações, deflagram atos pelos quais nos arrependemos e conduzem ao sofrimento. É exatamente como o elixir que pode curar ou matar, dependendo apenas da quantidade consumida.

Não há emoções intrinsecamente “boas” ou “más”, embora alguns cientistas recorram ao termo “Positivo” para designar sentimentos prazerosos como alegria, confiança, bom humor e denominem raiva, tristeza, irritabilidade, como sentimentos ou emoções “Negativas”. No entanto, preferimos insistir na afirmação de que, emoções não são boas nem ruins. O efeito que causam em cada um de nós, dependerá em essência, da forma como lidarmos com elas.

Exprimir as emoções adequadamente será sempre benéfico, seja ela qual for. Uma euforia constante pode ser entendida como um sentimento vazio de representações e patologicamente maníaco, capaz de nos privar do senso crítico, encobrindo variações necessárias de humor. Mais que estabilidade, o equilíbrio emocional deve representar flexibilidade.

Nos dias em que vivemos, a exigir habilidade, boa comunicação, esse delicado malabarismo com aquilo que sentimos, gostaríamos de sentir e consideramos adequado exprimir, exige destreza psíquica. Para atrapalhar nossa “concentração” concorrem, determinações neurológicas, hormonais, psíquicas e sociais. E a pergunta que não pode calar: Temos autonomia para lidar com paixões, desejos, alegrias, culpas, arrependimentos e arroubos de irritação? – Provavelmente, bem menos do que a maioria de nós gostaria…

Ainda assim, compreender processos mentais, cerebrais e ou sociais que subjazem a nossos estados emocionais certamente nos ajuda a tomar decisões e fazer escolhas conscientes, cuidadosas e saudáveis. Isso será plenamente possível com o uso da Inteligência Emocional.

A Importância das Emoções

Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas.

Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas. Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.

Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da informação. Nossas emoções nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões simples. Por que? Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.

Ajuste de limites: Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental.

Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros.

União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, culturais e políticas não permitem isto, apesar das emoções serem “universais”.

EMOÇÕES COM INTELIGÊNCIA

A Inteligência Emocional aplicada nos entendimentos de compra e Venda é fundamental para a satisfação pessoal e profissional dos envolvidos, uma vez que a falta da capacidade para lidar com as próprias emoções pode destruir qualquer negociação e comprometer carreiras profissionais. A realização e a satisfação nesse trabalho são alguns dos principais fatores geradores dos sentimentos de felicidade e bem-estar.

O uso dos sentimentos e das emoções como informação para guiar nossos comportamentos e pensamentos, nos confere uma enorme vantagem evolutiva. Esse uso, contudo, encontra-se restringido pelo grau de desenvolvimento geral de nossa inteligência emocional – particularmente da primeira capacidade – (perceber, avaliar e expressar emoções).

Você sabe o que é Feedback?

Feedback é um termo inglês, introduzido nas relações vivenciais para definir um processo muito importante na vida do grupo. Traduz-se por realimentação ou mecanismo de revisão. Não temos o costume de dar e receber feedback, por isso e infelizmente, são raras as chances de sabermos se estamos ou não indo bem nas atividades que desempenhamos.  A situação piora quando, ao fornecermos feedback, utilizamos uma postura crítica, com forte carga emocional, provocando reações de mágoa e agressão. O que seria uma excelente oportunidade de conhecimento e aperfeiçoamento mútuo acaba se transformando num detonador de desentendimento e ressentimentos.  E o prejuízo será sempre seu. Pior do que um negócio a mais perdido, você ainda não apreendeu a realimentar confiança. E perdeu a venda.

Dar Feedback é mais que realimentar a relação comercial. É plantar um cartão de apresentação de quem está proporcionando ao Outro a realização de um dos seus sonhos – aquela compra. Diz do seu cuidado e atenção com o cliente e, quem não gosta de sentir-se digno de atenção?… Diante dessa atitude gentil e protetora, dificilmente seu cliente desistirá da negociação iniciada. E fará a compra.

A busca de realizações pessoais e ou profissionais nos cobra prestar atenção a vida. Estar atento ao que acontece ao nosso redor proporciona emoções surpreendentes diante de fatos que, aparentemente, são corriqueiros.  O que compõe o cotidiano – via de regra, são acontecimentos comuns, porque repetitivos…  Mas, quando você se dá ao trabalho de prestar atenção mesmo, ativa a sua sensibilidade e aí percebe que nada é rigorosamente igual, mesmo que repetitivo. Porque cada vez que acontece, está contido em novas circunstâncias, é resultante de outras tantas contingências e impõe novos resultados.

Ouvir música, por exemplo, é fato corriqueiro. Querendo ou não, ouve-se algumas músicas em variados lugares. O cantor e compositor, Lulu Santos, consegue manter-se na preferência do grande público há mais de três décadas, pela sensibilidade de seus poemas musicados, verdadeiros discursos de vida. Ele fala intensamente do real, de coisas que vivenciamos em nossos cotidianos. Quem presta atenção na vida deve ter percebido nas melodias o conteúdo das mensagens. Numa de suas melodias mais tocadas, fala de suas esperanças ao vivenciar esses

Será mesmo que controlar as emoções é uma tarefa muito difícil ?
Entenda mais sobre e aprenda a controlar suas emoções no link a seguir.

TEMPOS MODERNOS:

Eu vejo a vida melhor no futuro, / Eu vejo isso por cima de um muro

De hipocrisia que insiste em nos rodear.

Eu vejo a vida mais clara e farta, / Repleta de toda satisfação

Que se tem direito do firmamento ao chão. 

Eu quero crer no amor numa boa, / Que isso valha pra qualquer pessoa,

Que realizar a força que tem uma paixão.

Eu vejo um novo começo de era, / De gente fina, elegante e sincera,

Com habilidade, / Pra dizer mais sim do que não, não, não.

Hoje o tempo voa, amor, / Escorre pelas mãos,

Mesmo sem se sentir, / E não há tempo que volte, amor.

Vamos viver tudo que há pra viver, / Vamos nos permitir.

 Basta ouvir a voz dos poetas. Geralmente, eles cantam a vida, falam de nossos anseios, emoções e sentimentos.

Para não aumentar o risco de ouvir mais NÃO do que SIM, o bom vendedor deverá aprender a manter os laços com seus clientes desde o início do processo de compra. Será de grande valia para fechar uma venda, o feedback e a Resiliência. (A expressão vem da Física. É a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. – No sentido figurado, diz-se da capacidade que desenvolvem algumas pessoas, de se recobrar facilmente ou se restaurar-se rapidamente de perdas, bem como readaptar-se à mudanças inesperadas). A propósito dessa dolorosa e tão frequente palavra nos ouvidos dos profissionais de Vendas um não; a propósito de estarmos falando da presença e domínio das emoções em nosso cotidiano profissional, fiz questão de incluir nesse conteúdo, um texto desenvolvido por Rosemberg Pires, como sempre, a partir de vivências adquiridas – ou lhe impostas, nos seus anos de Vendedor.  Porque a mensagem que essa leitura vem nos deixar, mostra que nenhum homem ou mulher em sociedade passará a vida em brancas nuvens, sem se ver obrigado a superar dificuldades inerentes ao viver; ou ter que superar conflitos existenciais, uma vez que é de emoções e sentimentos que sobrevivem os humanos. E tais sentimentos e emoções terão que ser filtrados dentro da alma, para não permitir que interfiram negativamente em nossas relações profissionais. Leia com atenção e ganhe essa lição.

Livros: Uma imagem, uma ideia, um produto venda o que seu cliente precisa

Autores: Tadeu Nascimento e Rosemberg Pires