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FÉ QUE NÃO COSTUMA FAIÁ

Religiosidade significa a qualidade do indivíduo que possui disposição ou tendência para refletir sob os aspectos da atividade religiosa, seja qual for a religião.  Normalmente, a religiosidade consiste em uma série de ações que tem como objetivo a reflexão dos valores éticos que apresentam algum teor religioso. Do ponto de vista psicológico, a religiosidade exerce influência nos valores e no modo de agir de uma pessoa ao refletir sobre o que é e o que não é correto para ela.

  Religiosos no sentido de culto à alguma religião qualquer somos todos nós, mesmo que não sejamos adeptos ou frequentadores de nenhuma delas. No sentido do acreditar em algo superior, conscientes ou não, exercemos uma fé e é essa fé que não costuma faiá, musicada em poema de Gilberto Gil.  Como temos demonstrado nas ilustrações do texto, os poetas, músicos compositores dão enlevo à vida e as relações na humanidade.

 Essa fé, expressa religiosidade. Veja-se o fundamento que nos sustenta, o sentimento que nos impulsiona escolher a profissão à seguir, ou seja, ser um vendedor… Há, antes do ato definidor, uma fé de que “vai dar certo”. E há uma esperança de que essa também e a hora certa. Fé e Esperança são duas, das três virtudes teologais nas quais se funda o cristianismo…

Não é, no entanto, pautado em nenhuma religião que estamos trilhando os caminhos do nosso aprendizado, embora seja mais fácil encontra-lo, admitindo que há em cada um de nós, uma certa religiosidade. “Andar com fé eu vou / que a fé não costuma faiá”…

 Ninguém também haverá de desconhecer os ensinamentos que a humanidade, em todo o seu processo de desenvolvimento e civilidade, tem ido buscar nas diversas religiões que historicamente floresceram do oriente ao ocidente.  Inegavelmente, antropologicamente, a humanidade se submete à força das religiões. Basta lembrar o quanto os povos ocidentais se repensaram e, até hoje se comportam a partir das reflexões trazidas pela Reforma Protestante. Daí, não se entenda qualquer indução  ao fazermos uma referência a um momento bíblico. 

 “Somos simples servidores: fizemos o que devíamos fazer” (L.c. 17,10) 

 Os apóstolos, depois de um tempo de convivência com Jesus, se dão conta de que lhes falta algo para poder compreender as exigências d’Ele. Por isso, suplicam:  “Senhor, aumenta nossa fé” 

  Como de outras vezes e como bom “pedagogo”, Jesus não responde diretamente à petição dos apóstolos. Quer dar a entender que a fé não é questão de quantidade, mas, de autenticidade. Além disso, a fé não pode ser aumentada a partir de fora; ela tem que crescer a partir de dentro. A fé não é algo que se “tem” ou “não se tem”; a fé é um caminho, é uma “travessia” em direção a largos horizontes; e um desejo eternamente insatisfeito; é uma confiança continuamente renovada, um compromisso sem final.

 A fé não é um ato nem uma série de atos, nem uma adesão a uma série de verdades teóricas ou teológicas que não podemos compreender, mas, uma atitude pessoal fundamental e total que imprime uma direção definitiva à existência. Na Bíblia, a fé é equivalente à confiança em uma pessoa, acompanhada da fidelidade.

 Nesse sentido, a fé é uma vivência em Deus; por isso não tem nada que ver com a quantidade.  Jesus denuncia a fé dos seus discípulos, que parece frágil, de pouco fôlego, incapaz de manifestar aquela força que muda a vida, o modo de pensar, de sentir e de agir.

  A fé supõe o descentra mento de si mesmo e o reconhecimento de Deus como centro da própria vida, numa atitude de confiança incondicional; ela abre para o ser humano o horizonte infinito de Deus. Crer significa deixar Deus ser totalmente Deus, ou seja, reconhecê-lo como a única razão e sentido da vida. É esta experiência de fé que desata as ricas possibilidades latentes em nosso interior.  Essa vida é o que de verdade importa. Por isso, crer em Deus é também confiar em cada ser humano e em suas possibilidades para alcançar sua plenitude humana.

 São vários outros elementos que contribuem para fazer de nosso trabalho uma “experiência espiritual”  a pureza de motivações (por que faço isso? Para quem faço?), a capacidade de “contemplar”, a agilidade no “eleger”, o crescer em gratuidade e relativização de si mesmo, o deixar-se ajudar, a capacidade de agradecer.

  “A fé tá na mulher, /ou num pedaço de pão. / Está no amanhecer/ e no calor do verão. / na luz e na escuridão. A pé ou no avião, /Onde quer que eu vá, / Certo ou errado, até, / A fé não costuma faiá”.

Portanto, fé na vida, fé no homem, fé no que virá.  Mesmo que a próxima porta não se abra, mantenha a fé, nos aconselha, Rosemberg Pires, na sua vivência de abrir portas. “Se a porta não se abrir, não se preocupe, essa porta não é sua”.

 A força de vontade, positividade e resiliência são os melhores abridores de porta para um bom vendedor. Nada na vida se conseguirá se você não tiver a coragem de bater em várias portas.

Desde seu nascimento que as coisas na sua vida foram conseguidas com alguém abrindo portas. Para entrar nesse mundo, você deu sinais e um certo obstetra, provavelmente orientou sua mãe a abrir-lhe as portas do mundo. Para o seu desenvolvimento, talvez seus pais, avós, padrinhos, etc. Na sua adolescência foi você quem começou a ter a iniciativa de ousar abrir portas por conta própria, apesar daqueles medos tão naturais dos humanos.

Ainda agora, em plena maturidade, por incrível que pareça você percebe que parece ter ficado mais difícil, abrir portas. Isso porque na maturidade além do medo, que é natural, você alimentou também pessimismo, falta de vontade, negatividade e, se for um perdedor, falta de conhecimento sobre o que vai falar quando a porta abrir.  Mas, também desperta para a necessidade urgente de enfrentar a vida, se dispõe em buscar mais conhecimento e ser um vencedor, desenvolvendo coragem, a partir de agora, o cenário existencial se constitui de outros sentimentos: Otimismo, positividade irão dominar o seu conhecimento e você se faz um show com uma “palestra” sobre seu produto ou serviço.  Essas características de vendedor vitorioso terão que ser plantadas e cultivadas em você, por você, numa atitude de determinação, ante tudo que vem percebendo…  Venda-se a você mesmo.

Essa autoconfiança motivadora, a melhor universidade ou melhor palestra, sozinhas, não conseguiriam lhe ensinar. Essas características encontram-se dentro de você. Abra essa porta no seu interior. Para abrir essa porta utilize algumas chaves, a partir de positividade e resiliência.

Livro: Uma imagem, uma ideia, um produto. Venda o que seu cliente precisa.

Autores: Tadeu Nascimento e Rosemberg Pires