Criatividade

ABRINDO CAMINHOS

Ninguém chega ao seu destino se não estiver disposto a aprender durante a caminhada. Você tem um perfil de vencedor, quer ser um bom vendedor, quer aprender a reconhecer o que o cliente em potencial procura e quer comprar e abre estas páginas, motivado (a). Vamos juntos fazer dessa caminhada um passeio.

A busca pela verdade é antiga e intrigante, em todas as épocas da humanidade, os grandes estudiosos têm se dedicado a ela. Dos Matemáticos aos filósofos. Até hoje, nos quatro cantos da terra, a porta da verdade está sempre aberta, porém, só permite conhecê-la, meia pessoa de cada vez.

Na busca da verdade, Sócrates e Teeteto protagonizaram com outros grandes pensadores e serão sempre lembrados nessa tarefa. (O Teeteto é um diálogo platônico sobre a natureza do conhecimento. Nele aparece, talvez pela primeira vez explicitamente na Filosofia, o confronto entre verdade e relativismo) Você com seus conhecimentos, estratégias e habilidades, conhecerá e usará a sua verdade, que será aceita, caso sua habilidade no diálogo saiba utilizá-la no momento propício.

Esteja atento,verdade é sempre confundida com conhecimento, bem como perfectibilidade é sempre tomada como perfeição.

Perfectibilidade. Não é o poder de se tornar perfeito, mas de se aperfeiçoar. Portanto, somente o imperfeito é perfectível, mas, só o é contanto que possa mudar, e se mudar. Rousseau via nisso um atributo da própria humanidade. E nos explica “além da liberdade, há outra qualidade muito específica que distingue o homem do animal, e acerca da qual não pode haver contestação é a faculdade de se aperfeiçoar, faculdade que, com a ajuda das circunstâncias, desenvolveu sucessivamente todas as outras e reside entre nós, tanto na espécie como no indivíduo; ao passo que um animal, ao cabo de alguns meses, é o que será o resto da vida, e sua espécie, ao cabo de mil anos, o que era no primeiro ano desses mil anos” (Discurso sobre a Origem das Desigualdades).

Como percebemos, nem a verdade é única nua e crua como popularmente se procura, muito menos a perfeição existe entre os humanos. Rousseau defendia a perfectibilidade. Assim sendo, o bom Vendedor deverá ter sua verdade sustentável e perfectibilidade na sua missão. Noutras palavras buscar sempre a perfeição a do produto e na conduta ética.

Como experiente vendedor, Rosenberg Pires é hoje o diretor comercial na Engexata, uma das mais creditadas construtoras do mercado regional. É lá, na relação com suas equipes de venda que ele simplifica essa questão da Verdade e da perfeição, preocupação inerente aos que procuram ser o melhor em suas tarefas, no seguinte texto:

NÃO SEJA UM GÊNIO, SEJA UM VENDEDOR. Considero alguns gênios péssimos vendedores! Sem querer tirar a genialidade de ninguém, muito pelo contrário, genialidade é imortal, mas alguns gênios são péssimos vendedores!

Vejamos um gênio do qual eu sou o maior fã: Patativa do Assaré! Sua obra é imortal, mas nunca foi bem vendida! Para Patativa não era produto, era poesia! Foi absorvida naturalmente! Se tivesse sido vendida, talvez fosse uma das obras culturais mais rentáveis já existentes! Se Patativa fosse ou tivesse contratado um bom vendedor, sua obra estaria em quase todas as línguas do planeta terra.

Então não seja um gênio e seja também um vendedor! Pode ter certeza de uma coisa: ser um bom vendedor é tão difícil quanto ter genialidade. Uma vez que algumas pessoas já nascem com a genialidade, outras simplesmente se tornam. O mesmo aplica-se com o vendedor. Patativa nunca foi à escola para aprender, já foi para ensinar! Um bom vendedor pode transformar a genialidade dos outros em produtos e estes por sua vez podem ser vendidos!

Claro que não se vive de poesias, se vive de vendas, a não ser que você transforme a poesia em um bom produto, ou quem sabe, em lindas canções, tudo isso para vender é claro?!

Faça como os Beatles, nunca foram gênios, mais foram excelentes vendedores! Entende? Outro exemplo, bem atual: Anita. Ela passou de vendedora em uma loja a ser vendedora de sua própria imagem, sem genialidade nenhuma!

E já faturou em menos de 10 anos de carreira o que a obra de Patativa, genial, diga-se de passagem, não arrecadou em 100 anos. Aprenda quem é você e você descobrirá o que deve vender.

The Beatles e Anita. Um grupo de rapazes de classe média, nascidos em Liverpool (Inglaterra) e uma jovem garota dos subúrbios carioca, cada um à sua época, tonaram-se protagonistas e símbolos de gerações. Beatles, no pós-guerra, musicalizando, ritmando discursos que eram poemas, embasados na mensagem da filosofia do “drop out” (cair fora), lema do famoso guru da contracultura e professor da Universidade de Harvard, Timothy Leary, que incitava os jovens com o lema: “turn on, turn in, and drop out” (se ligue, sintonize e caia fora). A propósito, aqui no Brasil esse mesmo lema foi reformulado habilidosa e estrategicamente pelos ideólogos do Governo Militar com a frase do marketing nacionalista da ditadura de então: “ame-o ou deixe-o”. Nos Estados Unidos, a mensagem era de que os jovens caíssem fora daquele sistema político e social repressor e excessivamente voltado para o consumo de bens e serviços. Questionava-se o padrão familiar vigente e pregava-se a liberdade sexual. A Proposta era uma revisão crítica ao establishment, como se costumava chamar o sistema e, entre outras mudanças, construir novos significados e novas formas de viver e relacionar-se com os outros e consigo mesmo. Lá e aqui, a tal filosofia foi bem vendida e colocou em confronto, valores e comportamento sociais e políticos.

Larissa de Macedo Machado, vendedora numa loja na periferia do Rio de Janeiro, em menos de dez a anos, ficou conhecida pelo codinome de Anita. Agora ela é uma cantora uma compositora, atriz e apresentadora brasileira, sócia proprietária de uma produtora artística “Rodamoinho Produtora.” Anita começou a cantar aos 7 anos em um coral de uma igreja católica no bairro Honório Gurgel, no Rio de Janeiro e na mesma época fazia aulas de dança de salão. Chegou a dar aula e até hoje, se aproveita de sua habilidade como dançarina em seus shows e vídeo clips. Numa atitude estratégica e oportuna, trocou a dança de salão pelo stiletto, a dança do salto alto, dando um UP inovador na carreira artística. Chagou a ter a música Bang no game Just Dance 2017. Ou seja: Vendeu-se muito bem e está modificando modos e modas na atual geração e, como nos lembra Rosemberg Pires, ganha mais dinheiro do que jamais sonhou ganhar, o poeta Patativa do Assaré.

Beatles e Anita. Você pode não gostar de nenhum dos dois; nem poderá negar que souberam se vender. Quem percebeu o tamanho das voltas que o mundo dá, mudou com ele e, foi tão habilidoso e perspicaz nos seus métodos, que fez seguidores.

O mundo segue mudando e, ou você se apercebe e reage, ou não saberá onde seus clientes estarão, nem perceberá o que eles precisam agora. O mundo da comunicação digital, por exemplo, deu vitalidade aos negócios por conta da proliferação e o bom uso das redes sociais. Facebook, Twitter, Instagram, Linkdin, são algumas dessas vias. E o bom uso dessas redes de socializar, vendem, antecipam negócios em todas as gerações.

O melhor vendedor que você sonha e precisa ser, deve aprender a usar em benefícios dos seus negócios as redes sociais, embora haja quem o faz atualmente apenas como lazer. Gerir uma rede social exige uma coordenação estratégica, uma rigorosa seleção de parceiros para – não apenas localizar clientes, mas, principalmente, ser encontrado por eles.  E uma observação importante: não basta apenas levar horas e horas caçando clientes. Numa rede social.

O bom vendedor colhe aquilo que planta.

Para refletir:

“PARA SER GRANDE, SÊ INTEIRO: NADA TEU EXAGERA OU EXCLUI. SÊ TODO EM CADA COISA. PÕE QUANTO ÉS NO MÍNIMO QUE FAZES. ”

(Fernando Pessoa)

“O MELHOR SERVIÇO DISTINGUE-SE PELA QUALIDADE DA RELAÇÃO HUMANA COM QUE É PRESTADO.

(Carla Carvalho Dias)

Fonte: Uma imagem, uma ideia, um produto, venda o que seu cliente precisa.

Autores: Tadeu Nascimento e Rosemberg Pires.